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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Alunos superdotados atuam em primeiro congresso internacional sobre o tema no Brasil

Da esq. p/ dir., Rodrigo dos Santos Wa In Chin; Dr.ª Maria Helena Novaes; Dr.ª Maria Lúcia Sabatella, diretora do Inodap; Ramon Gouveia de Paula, Sophia Karolina Araújo e João André cardoso Ferreira, durante o I Congresso Internacional sobre Altas Habilidades / Superdotação, no Centro de Convenções de Curitiba.
Estudantes ligados ao Inodap (Instituto para Otimização da Aprendizagem) e ao programa socioeducacional Bom Aluno, do Instituto Bom Aluno do Brasil, participaram esta semana do I Congresso Internacional sobre Altas Habilidades/Superdotação, no Centro de Convenções de Curitiba. Integrantes do Centro de Excelência em Inteligência Humana, formado pelo Inodap e Bom Aluno, "os estudantes puderam experienciar o que é um congresso internacional e participar ativamente", avaliou a gerente do Bom Aluno, Maria Isabel Grassi Dittert.

O estudante Rodrigo dos Santos Wa In Chin, do programa socioeducacional Bom Aluno, ao lado de uma das maiores autoridades em educação para superdotados em todo o mundo, o franco-canadense Françóys Gagné, da Université du Quebec à Montreal. Rodrigo fez a tradução simultânea da palestra de Gagné no congresso.
Um dos estudantes, Rodrigo In Chin, chegou a fazer tradução simultânea para uma das maiores autoridades em educação para superdotados em todo o mundo, o franco-canadense Françóys Gagné, da Université du Quebec à Montreal. Os estudantes puderam trocar idéias com pesquisadoras pioneiras na área como Maria Helena Novaes, pós-doutora em Psicologia pelas Universidades de Genebra e Paris; e Maria Lúcia Sabatella, mestre em educação e membro do Conselho Mundial para Superdotados, ambas reconhecidas internacionalmente. As empresas Amil, TBG, Vipal, Gazeta do Povo e Landys+GYR, entre outras, patrocinam 210 alunos do programa social, que dá acesso ao ensino de qualidade desde a 6ª série até a pós-graduação. 

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Quase noventinha, tocando e cantando

Velhos Guris em apresentação na Unibrasil. Fotos: Fabio Riesemberg

CURITIBA - Quem festeja 89 anos, na terça-feira, dia 21, é a  Sociedade de Socorro dos Necessitados, instituição mantenedora do Lar dos Idosos Recanto do Tarumã, com 120 velhinhos,  e o Centro de Educação Meu Pequeno Reino, com 110 crianças carentes. Os "Velhos Guris", grupo musical composto por idosos moradores no Lar Recanto do Tarumã se prepara para abrilhantar as comemorações da Socorro dos Necessitados. A turma tem idade avançada, mas é animada e comprometida.


A Socorro aos Necessitados é uma associação civil, de caráter filantrópico, com fins não  econômicos, fundada em 21 de setembro de 1921 por um grupo de pessoas sensibilizadas com a pobreza da época. A instituição tam'bem mantém o Lar dos Idosos Recanto do Tarumã  e possui um convênio de parceria técnica com a Escola Maternal Annette Macedo. A Socorro aos Necessitados recebeu em 2002 e 2005 o Prêmio Bem Eficiente que tem como objetivo reconhecer publicamente as 50 melhores entidades filantrópicas brasileiras. Ao longo dessas décadas tem-se estruturado para melhor atender aos necessitados, dispõe de uma equipe de funcionários experientes e de instalações que oferecem qualidade de vida a idosos e crianças, consolidando-se atualmente como uma das mais tradicionais entidades do Paraná.

Mais informações podem ser obtidas pelo site da instituição, ou diretamente na sede da instituição, na Rua Konrad Adenauer, 576 CEP: 82.821-020 Curitiba-PR - Fone/Fax:(41) 3266-3813 - marketing@socorroaosnecessitados.org.br






Consulado comemora Dia da Unidade Alemã

A ENFOQUE  está a todo vapor preparando o grande evento do "Dia da Unidade Alemã", para o Consul Honorário da Alemanha, Andreas Fritz Hoffrichter, no próximo dia 1º de outubro, no Clube Concórdia.  Por coincidência, neste mesmo dia, a ENFOQUE comemora seus 32 anos de vida. 

Desde o dia 7 de maio de 2010, o Cônsul Honorário da Alemanha em Curitiba, Hans Gerhard Schorer, foi sucedido por Andreas F. H. Hoffrichter. O Cônsul Honorário da Alemanha em Curitiba, além dos demais serviços consulares, já está oferecendo o serviço de captura digital de dados biométricos ( foto e impressão digital ) para efeito de emissão de novos passaportes alemães, tornando-se desnecessário viajar a São Paulo para a obtenção. O atendimento ao público é de segunda a sexta-feira das 8h às 11h à Rua Duque de Caxias, 150 ( junto ao Clube Concórdia ) Telefone: (41) 3222-6920 e Fax: (41) 3222-0322.

Bioinovação na indústria têxtil

Por Líliam Monteiro, para o Estado de Minas

Aplicação de enzimas na produção de tecidos resulta em economia de água, redução de CO2 na atmosfera, aumento da produção, qualidade superior do material e corte de custos

Pedro Carlos Gomes, químico industrial.
Os benefícios do desenvolvimento da ciência surpreendem sempre. O uso de enzimas nas mais diversas áreas tem se mostrado uma alternativa promissora, que alia desenvolvimento, tecnologia e, também, ganhos ambientais. Produzidas por micro-organismos, elas são proteínas responsáveis por inúmeras transformações, atuando como catalisadoras de reações, a exemplo do que fazem para ajudar na digestão no organismo humano. São usadas também na produção de alimentos, na fermentação da cerveja, em detergentes em pó, papel e celulose, vinho, óleos vegetais, na área farmacêutica, entre tantas outras. Mas é num ramo inimaginável que as enzimas têm dado exemplo de seu alto potencial transformador: o da indústria têxtil.

Os ganhos são inúmeros e vão desde a economia de água e energia, a redução de efluentes, até a geração de menor tempo de processamento – representando para a empresa maior aproveitamento do equipamento em processos de alto enobrecimento de tecidos, a um custo final significativamente menor.  De acordo com o professor Jürgen  Andreaus, do Departamento de Química da Universidade Regional de Blumenau  (Furb), em Santa Catarina, o avanço científico está exatamente na interface entre a compreensão do funcionamento dos biocatalisadores das enzimas, que também são usados em outros campos de aplicação, e do conhecimento, profundo, dos processos têxteis e do maquinário específico dessa indústria. "Além de substituírem produtos químicos em processos têxteis tradicionais, novos processos e produtos podem ser desenvolvidos e novas propriedades, atribuídas às fibras têxteis com a ajuda das enzimas e da biotecnologia", explica Andreaus, doutor em engenharia química e química do meio ambiente pela Technische Universität Graz, na Áustria. O professor da Furb enfatiza que, com o objetivo de tornar os tecidos coloridos, não inflamáveis, agradáveis ao toque, repelentes a óleo e impermeáveis à água, e para obter diversas outras propriedades, a indústria usa diversos processos e uma gama de produtos químicos, na maioria das vezes, em condições muito alcalinas ou ácidas, temperaturas elevadas e consumo de água e energia elevado. Jürgen Andreaus, no entanto, revela que o uso da biotecnologia e, em especial, de enzimas como catalisadores (aceleradores específicos de reação) biológicos em diversos processos têxteis, começou a ser investigado mais fortemente a partir dos anos 1990, permitindo o desenvolvimento de processos ambientalmente mais corretos em condições amenas, como pH neutro, temperaturas baixas, em torno de 50ºC, menor consumo de água, produtos químicos e energia. Ouso de pequenas quantidades de enzimas nos processos também favorece sua utilização. "É possível, nesse processo, determinar as reações que desejamos, sem, por exemplo, destruir determinadas fibras do tecido, o que poderia ocorrer com reagentes químicos normais. Para obter esses resultados tão específicos é necessário identificar as enzimas adequadas e, muitas vezes, usar a microbiologia e a genética para produzir a quantidade necessária das proteínas", diz.

O químico industrial, engenheiro mecânico e técnico têxtil com mais de 40 anos de experiência, Pedro Carlos Gomes, ressalta que a bioinovação com o uso de enzimas pode impactar positivamente na percepção da marca das empresas têxteis, diferenciando em melhor aspecto, toque e qualidade o produto final. Gomes é responsável na América Latina pela área técnica de aplicações enzimáticas da maior fabricante mundial de enzimas industriais, a dinamarquesa Novozymes. Segundo ele, muitas pessoas já têm consciência de sustentabilidade, embora as enzimas e os efeitos que elas proporcionam estejam distantes do consumidor, que não sabe do que se trata. “Os grandes líderes industriais têxteis do Brasil têm adotado processos enzimáticos, mas ainda estão aquém do potencial de uso existente, principalmente em médias e pequenas fábricas. Os processos não são caros, não envolvem equipamentos especiais, rígido controle, nem são difíceis de aplicar", garante. Entre as enzimas produzidas pela Novozymes, estão algumas que podem facilitar as transformações químicas da limpeza da fibra de algodão e a remoção de químicos indesejáveis. Pelas características, as que mais proporcionam sustentabilidade são as pectinases, catalases e celulases (veja , abaixo, o histórico do uso de enzimas). Há um mês, a empresa participou da Feira Brasileira para a Indústria Têxtil (Febratex), em Blumenau (SC), considerado o segundo maior polo têxtil brasileiro, e apresentou um novo conceito voltado para sustentabilidade e respeito ao meio ambiente. "É um processo capaz de evitar a emissão de mil quilos de CO2 na atmosfera por tonelada de malha confeccionada, pois explora o uso de enzimas em todas as fases da produção. E a economia obtida pode chegar a 630 bilhões de litros de água por ano (o equivalente ao uso de 8 milhões de pessoas na área urbana por ano) e 9 milhões de toneladas de CO2 por ano (o que representa 2 milhões de carros na rua)", acrescenta o químico Pedro Gomes.

Confira, abaixo, a história da utilização de enzimas no setor têxtil*

1952
Enzimas amilases – que decompõem amido em açúcar solúvel
Passaram a ser usadas para remover a goma aplicada no urdume, fio do comprimento do tecido, que precisa ser engomado para resistir às forças de fricção e abrasão no tear. Depois, a goma deve ser eliminada para permitir obtenção de um bom grau de branco e de tingimentos distribuídos homogeneamente no tecido. No início, as enzimas amilases erammuito limitadas a condições de aplicação como pH e temperatura. Atualmente, pode-se fazer desengomagem em qualquer equipamento,em qualquer pH e temperatura.

1987
Enzimas celulases – atacam as fibrilas de celulose na superfície do tecido
Usadas em lavanderias de jeans para obtenção de efeito desgastado e clarear a cor de peças jeans índigo (stone wash). Até esta época, todo o trabalho em lavanderia era feito usando pedras-pome que, por abrasão, faziam o desgaste, mas danificavam equipamentos, poluíam as roupas que ficavam com os bolsos cheios de areia, tornavam os efluentes mais poluentes e a operação cara e demorada, com uso de água em larga escala. Havia nesta época enzima ácida (que trabalhava em pH de 4,5 a 5,5). Hoje, as celulases se dividem em ácidas e neutras e operam em larga faixa de pH e temperatura.

1993
Enzimas catalases – que transformam peróxido de hidrogênio em águaeoxigênio
Operóxidoéusado na indústria têxtil parabranquear (alvejar) o algodão. Normalmente, o processo exige o uso em excesso de peróxido paraumbranco ‘muito branco’. Noentanto, o resíduo de peróxido de hidrogênio contido no tecido ou na malha branqueada precisa ser removido para garantir um bom tingimento. Enzimas catalases fazem esse trabalho rapidamente, economizando água, vapor e energia elétrica, além de garantir boa qualidade na sua remoção.

2001
Peroxidases – para eliminar da fibra corantes reativos hidrolizados
No processo de tingimento com corantes reativos, sempre ocorre umgrau de hidrolização do corante, ou seja, o corante reativo emvez de reagir com a fibra reage com a água do banho e fica depositado sobre o tecido ou a malha. Como resultado negativo desse processo, as cores escuras apresentam forte deficiência de solidez à lavagem (quando se lava em casa e a água fica tingida da cor da roupa lavada, além de manchar peças de outra cor). Essas enzimas destroem este corante hidrolizado, garantindo melhor qualidade, economizando água e tempo no processo.

2003
Enzimas Pectinase – paraeliminação de pectinas e ceras naturais do algodão
Tecidos e malhas no seu estado cru não absorvem água. A fibra do algodão contém muitas impurezas, que precisam ser eliminadas para garantir bom grau de branco e de tingimento. Ceras e pectinas devem ser removidas para alcançar este objetivo. Processos convencionais usam a soda cáustica e o peróxido de hidrogênio, produtos que geralmente atacam e destroem as impurezas,mas também a celulose do fio, diminuindo o peso e a resistência do artigo. Além disso, são altamente poluentes. As enzimas pectinase fazem a remoção de maneiramenos agressiva.

2008
Bioblasting
Processo que destrói fibrilas expostas na superfície do tecido. Os materiais não tratados apresentam um defeito chamado pilling, quando, ao longo de poucas lavagens da roupa, percebe-se que o tecido vai ficando comaspecto peludo. O bioblasting oferece toque mais macio e mantém o aspecto de novo do tecido por mais tempo. Esse processo envolve o uso de enzimas de celulase e catalase em produtos distintos com propriedades especiais. A celulase, por exemplo, regula a quantidade de sal e poucas enzimas têm tal propriedade. A catalase remove o peróxido residual e a celulase elimina fibras que sobressaem da superfície do tecido.

*Fonte: Novozymes Latin America


quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Novozymes Latin America é premiada pelo Príncipe da Dinamarca


Da Assessoria de Imprensa da Fiep*

A Novozymes Latin America recebeu nesta terça-feira (14), do Príncipe Joachim H. W. Christian da Dinamarca (à esquerda na foto acima), o diploma da Associação dos Exportadores da Dinamarca e a Medalha de Honra de Sua Alteza Real o Príncipe Henrik. Empresa dinamarquesa, com unidade industrial em Araucária, a Novozymes é líder mundial no ramo de biotecnologia e a maior fabricantes de enzimas do globo. A premiação foi dada ao presidente regional da Novozymes Latin America, Pedro Luiz Fernandes. "As distinções se devem ao incrível esforço de produção e à forte presença na Novozymes no Exterior. No Brasil, a Novozymes atende a todos os critérios para receber a premiação, pela produção, vendas e pesquisa e desenvolvimento", disse o Príncipe Joachim, ao lado da esposa, a Princesa Marie Cavallier.

A homenagem à empresa encerrou o evento "Biotecnologia para a Sustentabilidade - Biotemas", promovido pela Novozymes e o Sistema Fiep, no auditório da Unindus, no Cietep, dentro da série de eventos paralelos à Bienal de Design. A solenidade teve a presença do embaixador da Dinamarca no Brasil, Svend R. Nielsen; do presidente do Sistema Fiep, Rodrigo da Rocha Loures; do ministro do Itamaraty e chefe do escritório do Ministério das Relações Exteriores no Paraná, Sergio Elias Couri; de Regina Pessuti, que representou o governador do Paraná, Orlando Pessuti; e do cônsul honorário da Dinamarca e Noruega, Victor Barbosa.

"É honra recebê-los na Unindus, que é a universidade corporativa da indústria e que tem por desafio a questão da sustentabilidade, o que inclui conhecimento da biotecnologia. A Dinamarca é um dos locais do planeta onde essa área de conhecimento avança de forma relevante", disse o presidente do Sistema Fiep. "Estejam certos que esse momento é um marco no relacionamento entre Brasil e Dinamarca, pois nossa entidade saberá catalisar novas iniciativas, especialmente na área de biotecnologia", afirmou ele.

No seu pronunciamento, o Príncipe Joachim Christian enfatizou a questão da enzima para etanol (bioetanol). Ele lembrou que o Brasil é o maior produtor mundial de etanol de primeira geração, que reduz emissão de CO2. Mas salientou que os efeitos ambientais serão melhores se o País produzir etanol de segunda geração (a partir do bagaço da cana-de-açúcar). "A Novozymes é uma empresa avançada na produção de biocombustível de segunda geração. É importante haver um ideal entre a empresa e o setor brasileiro de etanol para ampliar a produção de biocombustível de segunda geração", disse ele.

As oportunidades do Paraná para parcerias e cooperação internacional foram enfatizadas pelo embaixador Svend Nielsen, que definiu o Estado como lugar excelente para muitas empresas dinamarquesas que têm interesse em investir no Brasil. "Empresas de menor porte têm muito boas condições para se desenvolver em Curitiba", disse ele.

O cônsul honorário da Dinamarca, Victor Barbosa, que ajudou a implantar a unidade da Novozymes em Araucária e se aposentou após 32 anos na empresa, saudou.o Príncipe Joachim e a Princesa Marie e apresentou-lhes a réplica do Castelo de Egeskov, feito com massa de pão. O Príncipe fez questão de cumprimentar o empresário e ex-presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitarias do Paraná, Joaquim Cancela, que trouxe de Bento Gonçalves o profissional Domingos da Costa, responsável pela criação da réplica.

Sustentabilidade- Líder mundial em biotecnologia, com mais de 700 produtos, a Novozymes está presente em 130 países e emprega 5,5 mil pessoas. No Brasil, a Novozymes está presente desde 1974. A unidade de Araucária foi inaugurada em 1989 e tem 180 funcionários. "A principal área de negócios é a de enzimas. Utilizamos os recursos da biotecnologia para tornar possível produzir mais usando menos água, menos energia e menos matéria-prima. O resultado é um ambiente melhor, com sustentabilidade", disse o presidente regional da Novozymes Latin America, Pedro Luiz Fernandes, ao abrir o evento Biotecnologia para a Sustentabilidade.

A biotecnologia, segundo ele, é a chave para construção de um mundo melhor, criando mais emprego em um ambiente mais limpo. "É através da biotecnologia que podemos assegurar o equilíbrio entre a produção e a qualidade de vida e a preservação do planeta para futuras gerações", disse Fernandes.

Segundo Justin Perrettson, da Novozymes S/A, a empresa usa avaliação de ciclos de vida que permite comparar métodos tradicionais de produção com métodos com enzimas. "O processo é validado por certificações ISO e publicamos todo o nosso trabalho para que todos possam acompanhar", disse ele. Perrettson explicou que com as soluções criadas pela empresa são economizadas 25 milhões de toneladas de CO2 ao ano. "Nossa meta é chegar a 2015 com economia de 75 milhões de toneladas", afirmou.

*Federacao das Industrias do Estado do Parana

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Presidenciáveis e carreira são assuntos da Geração Sustentável

Edição de Julho/Agosto da Geração Sustentável.

Na edição de número dezenove da revista Geração Sustentável o assunto principal são os caminhos para os profissionais do futuro, que deverão estar sintonizados com dois temas inevitáveis: sustentabilidade e inovação. A reportagem de capa aponta quais são as áreas mais promissoras para se fazer carreira. Também estão em destaque na revista as diretrizes propostas pelos candidatos à Presidência da República na área do desenvolvimento sustentável. Não só os presidenciáveis mais relevantes, Dilma Roussef (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), foram sondados. Os outros seis "nanicos" também mereceram atenção. Uma entrevista com o presidente da Novozymes Latin America, Pedro Luiz Fernandes, recheia a edição com uma conversa sobre a multinacional líder mundial em bioinovação. Ele fala sobre os desafios de se manter uma empresa sustentável, lucrativa e  ao mesmo tempo responsável junto à sociedade. Acesse o site da revista  clicando aqui.

Dinamarca já abastece carros com bioetanol de palha de trigo

Thomas Nagy, vice-presidente da Novozymes, em Sertãozinho - SP. Foto: Carlos Lourenço
Biocombustível celulósico deve ser produzido e comercializado no Brasil a partir de 2012

Por Jon H. Harsch com a Enfoque Comunicação


Washington e Sertãozinho – Com a primeira remessa de 28 mil litros de etanol extraído da palha de trigo, feita há alguns dias, os motoristas dinamarqueses inauguram uma nova era, reduzindo as emissões de gás de efeito estufa ao rodarem abastecidos com resíduo agrícola. Este avanço no setor dos biocombustíveis faz parte do acordo da empresa de petróleo norueguesa Statoil para comprar 5 milhões de litros de bioetanol celulósico da biorrefinaria piloto da dinamarquesa Inbicon, que será adicionado à gasolina do país nórdico. No Brasil o novo processo de fabricação de ethanol também não tarda a chegar. O custo-benefício necessário para que o etanol de palha fosse comercialmente viável é resultado das novas enzimas desenvolvidas pela Novozymes, que enviou nesta semana o vice-presidente global, Thomas Nagy, para participar do XII Fórum Internacional sobre o Futuro do Álcool, em Sertãozinho - SP. Em sua apresentação no evento, Nagy mostrou várias possibilidades para o bioetanol celulósico no Brasil e no mundo. “Dentro de poucos anos as companhias brasileiras líderes de mercado poderão assegurar um fornecimento de biocombustível celulósico em escala industrial”, disse o vice-presidente. Dentro dos planos da companhia dinamarquesa e seus parceiros brasileiros, como o Centro de Tecnologia Canavieira de Piracicaba e a fabricante de equipamentos, Dedini, está a construção de plantas-piloto, o lançamento de enzimas específicas para esse tipo de indústria em escala comercial e até mesmo o início da construção de usinas de etanol celulósico propriamente ditas, a partir de 2012.

Na Dinamarca, Poul Ruben Andersen, Diretor de Marketing de Biocombustível da Novozymes, declarou que, depois acordo Inbicon/Statoil, agora é preciso que a indústria e a esfera política estejam firmemente engajadas para seguir adiante. “Estamos bastante entusiasmados pelo fato de que os motoristas dinamarqueses já podem abastecer os seus carros com biocombustível derivado de um resíduo agrícola. Isto mostra que a tecnologia já está pronta e que dá resultados. Só precisamos colocar a produção comercial de grande escala para funcionar”, disse Andersen. Antes do acordo, a Statoil comprava biocombustível de primeira geração extraído de produtos que também são usados como alimento, tais como o milho, o trigo e a beterraba. O novo acordo com a Inbicon prevê o fornecimento de biocombustível de segunda geração feito com resíduos agrícolas e florestais.

Niels Henriksen, diretor executivo da Inbicon, diz que o desafio está em colocar os biocombustíveis no mercado a um custo competitivo. “A nova planta de demonstração, montada na cidade dinamarquesa de Kalundborg, traz um avanço para a comercialização da produção de biocombustível sustentável usando resíduos vegetais,” explicou ele. “A principal meta é provar que o processo da Inbicon é viável sob condições industriais.” Ele acredita que a parceria entre a Inbicon e a Novozymes é essencial para o desenvolvimento de novas enzimas “que tornem o processo da Inbicon a melhor solução de custo-benefício para o etanol celulósico”.