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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Presidente da Casa dos Pobres concorre ao Prêmio Voluntariado Transformador 2010

O presidente da entidade assistencial Casa dos Pobres São João Batista, Rafael Êrico Kalluf Pussoli, concorre ao Prêmio Voluntariado Transformador 2010. O prêmio é um projeto do Centro de Ação Voluntária de Curitiba – CAV, cujo objetivo é fortalecer o voluntariado através do reconhecimento e valorização de cidadãos que participam ativamente do desenvolvimento social de suas comunidades. "É um privilégio de Deus para mim estar na Casa dos Pobres, o nosso albergue São João Batista, mantido pela caridade das pessoas de Curitiba que, como o Albergue, estão há 56 anos de braços abertos, acolhendo sempre o menor dos nossos irmãos. Jesus mesmo que o que fizerdes ao menor do meus irmãos é a Mim que o fareis", declara Pussoli no depoimento que faz no site do prêmio.

Em 2008, quando completou 10 anos de existência, o CAV investiu na 1ª edição do Prêmio Voluntariado Transformador, cujo sucesso superou as expectativas, contando com 76 inscrições, 24 finalistas, 5 premiados e 1600 participantes que, além de prestigiar o tema, puderam divertir-se com o show da Solution Orchestra. Em 2009, a segunda edição do Prêmio dobrou o número de inscritos e, além de prestigiar os 24 finalistas que foram homenageados no evento, o público pode assistir a um Show de Samba Funk Soul, com Os Milagrosos Decompositores, no Grande Auditório do Teatro Positivo. Em sua terceira edição e comemorando o dia 05 de dezembro - Dia Internacional do Voluntário - o Prêmio Voluntariado Transformador 2010 reserva muitas novidades, como o “Voto Popular” que será aberto no site a partir do dia 22 de novembro e um evento de premiação bastante lúdico preparado pelo Instituto História Viva de Curitiba.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Região de Curitiba crema 3% dos falecidos

O porcentual é reduzido, mas o número de cremações na região de Curitiba só cresce. Do ano 2000, quando inaugurado o primeiro crematório da região, até agora, o aumento foi de 78%, conforme informou Mylena Cooper, sócia-gerente da Vaticano, uma das empresas do ramo. "Calculamos que 3% dos falecidos sejam cremados. Mas, de acordo com dados colhidos em São Paulo através de uma pesquisa feita pela Cremation Society e outra da PUC (Laboratório de Estudos e Intervenção sobre o Luto), 8% da população que vai a óbito são cremados. Um número tímido perto de países como a Inglaterra (80%) e Japão (99%)", disse Mylena. Um dos empecilhos à opção pela cremação é o mito do alto custo em relação ao sepultamento convencional, esclareceu a empresária. Ela ainda enfatiza vantagens e facilidades para as famílias. "Um túmulo no cemitério requer cuidados e despesas. Além da cremação ser mais econômica que a compra de um jazigo, túmulo ou gaveta, não exige taxa de manutenção necessariamente, já que as cinzas podem ser levadas para casa ou espargidas na natureza" afirmou.

No caso da Vaticano, a empresa oferece uma sala em que a família pode guardar as cinzas em lóculos personalizados com objetos pessoais, fotos ou cartas. A sala recebe visitação 24 horas por dia e conta com sistema de climatização, música e espaço para oração. Mylena informou que a procura pela aquisição antecipada do serviço cresce na mesma proporção da cremação. "O plano preventivo evita que a família tenha despesas e burocracias na hora do luto. Algumas pessoas deixam uma declaração manifestando o desejo de serem cremadas e até mesmo o que deve ser feito com as cinzas e as músicas que serão tocadas em suas cerimônias", explicou. Além da cremação o plano inclui documentação, orador, cerimônia personalizada, a urna e trinta dias de uso da Sala de Memórias, até a família decidir o que será feito com as cinzas. O custo médio é de R$ 2,9 mil. "Jazigos familiares em cemitérios dentro de Curitiba podem custar até R$ 34 mil", comparou Mylena.

Estudante de baixa renda é artista revelação

Programa socioeducacional, empresas e parcerias com escolas impulsionam talento juvenil em Salvador

O estudante Ewerton Barboza, de 17 anos, é uma promessa para o mundo artístico. Aluno de baixa renda com estudos patrocinados pelo Programa Bom Aluno, que provê ensino de qualidade com atividades extraclasse para estudantes que se destacam na rede pública de ensino, Ewerton faz a primeira exposição de seu trabalho no Colégio Cândido Portinari, até o dia 5 de novembro, em Salvador e, em uma segunda temporada, de 1º a 21 de dezembro. Os artistas plásticos Vitor Rizzado e Mario Cravo também participam da mostra coletiva intitulada Pluralidade. As caricaturas dos professores parecem ser os temas favoritos de Ewerton, que começou a se interessar pela arte aos sete anos, quando já admirava os desenhos do pai, Genildo Simplicio de Oliveira. "Meu processo de criação vem dos personagens e momentos do meu dia-a-dia e minha grande inspiração sempre foi meu pai, mas a minha paixão são os grandes Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Picasso e Van Gogh", disse o artista. Ewerton usa materiais simples: grafite, lápis de cor e algumas tintas são o suficiente para materializar a criatividade. Recentemente o menino foi homenageado e premiado em sua formatura por seu desempenho na arte, momento em que cedeu as caricaturas dos professores ao colégio Cândido Portinari. Segundo a coordenadora do Bom Aluno em Salvador, Gisela Maria Lima ele é considerado um aluno dedicado, afetivo, esforçado e talentoso. "De fato Ewerton é um talento artístico nato e seus desenhos impressionam pelo perfeccionismo de seu traço", comentou. Algumas das obras de Ewerton podem ser apreciadas no blog http://www.ewertondesenhos.blogspot.com/.

Cursando o terceiro ano do ensino médio e acompanhado de perto pelo Bom Aluno, o estudante decidiu prestar vestibular para Design e Desenho Industrial, apesar de gostar muito de História. Desde que ingressou no programa socioeducacional, na 6ª série, Ewerton teve aulas de reforço escolar nas disciplinas de Português e Matemática, redação, Informática e inglês.

O Programa Bom Aluno foi criado pela BS Colway Pneus, em 1993. No Paraná mais de 120 integrantes já concluíram o ensino superior. Na Bahia, o projeto funciona independentemente, como uma franquia social denominada Instituto Bom Aluno da Bahia, e tem 26 alunos. "Contamos com a parceria de cinco colégios que nos concedem bolsas integrais e parciais: Cândido Portinari, Integral,Salesianos, São José e São Paulo, além do patrocínio das empresas V10pneus e AG perfumes", destaca Gisela. A partir do 8º ano, os alunos ingressam no curso de inglês, nas escolas EBEC e Action School, também parceiras do Instituto Bom Aluno do Brasil. Desde 2008, a franquia baiana mantém seis alunos cursando ensino médio técnico no IFBA (antigo CEFET). Há outros seis universitários cursando Engenharia Elétrica Industrial e Engenharia Industrial Mecânica no IFBA, Engenharia Mecânica e Administração na UNIFACS, Comunicação-Produção em Comunicação e Cultura na UFBA e Enfermagem na UNEB.

Serviço: Exposição coletiva "Pluralidade", com Ewerton Barboza, Vitor Rizzato e Mario Cravo. Colégio Cândido Portinari até o dia 5 de novembro, com segunda temporada de 1º a 21 de dezembro - R. Adelaide Fernandes da Costa, 487, Costa Azul - 71 2103-6464 - www.portinari-ba.com.br. Entrada franca.



quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Nota dez em sustentabilidade

Alunos bolam sistema para captar água da chuva na própria universidade e dão exemplo de economia e bom uso dos recursos naturais

Publicado em 02/10/2010 na Gazeta do Povo - João Rodrigo Maroni

Desenvolvimento sustentável significa, basicamente, preservar hoje para que esta e as futuras gerações tenham acesso aos recursos naturais do planeta. Uma lição que os estudantes Marília Nepomuceno Moreira, 21 anos, Gabriela Polezer, 21 Noemi Vergopolan Rocha, 19 (estudante vinculada ao programa socioeducacional Bom Aluno - nota da Enfoque), Heloísa Ehalt Macedo, 20, Diego Amaro, 21, e Henrique Silva Mar­tins, 21 aprenderam muito bem. As garotas são alunas de En­­genharia Ambiental da Uni­versidade Federal do Paraná (UFPR) e os rapazes cursam Engenharia Mecânica na mesma instituição.

Essa turma desenvolveu um projeto para aproveitar a água da chuva para usos menos nobres – como lavar calçadas, regar plantas, entre outros fins – em um dos prédios da universidade, no Centro Politécnico, em Curitiba. A iniciativa teve a colaboração da estudante Ana Paula Soares Bilbao, 18 anos, que teve a ideia original, e do engenheiro ambiental recém-formado Willian da Silva, 25. Durante uma aula sobre o assunto, o grupo propôs adotar a solução no próprio edifício onde estudam. “Pensamos em algo que fosse aplicável à nossa realidade”, resume Noemi.

Ajuda

Integrantes de um programa de sustentabilidade da UFPR, Diego e Henrique se interessaram pelo projeto e resolveram ajudar, acrescentando soluções de mecânica ao estudo das meninas. Além disso, trabalham nos bastidores para que a universidade banque a realização da ideia. “Este é o primeiro projeto piloto que pode ser implantado. Mas falta a parte técnica ainda”, admite Diego.

De acordo com os estudantes, o projeto não exige um investimento alto – R$ 16 mil, inicialmente. A construção de quatro cisternas para o armazenamento da água consumiria a maior parte dos recursos. O resto seriam gastos com telas, canos e torneiras e não haveria necessidade de alterar a estrutura do edifício, cuja área de captação tem mais de 1,3 mil me­­tros quadrados. “Mas mesmo que a gente captasse 100% da água da chuva, não cobriria a demanda”, explica Gabriela. “A gente tem que ter em mente que este é um sistema complementar”, pondera Heloísa.

Além de proporcionar economia de água tratada, a captação ajudaria a diminuir, segundo os estudantes, os alagamentos dentro do próprio câmpus, comuns em épocas de chuvas fortes. “Apesar de gastar com a instalação, você acaba economizando depois”, analisa Diego. O retorno do investimento, segundo cálculos do grupo, aconteceria em três ou quatro anos. Mesmo assim, eles se preocupam em não interferir no ciclo hidrológico. “Tem que analisar todo impacto que isso gera no solo e na bacia hidrográfica”, explica Gabriela.

Lei

Em Curitiba, o Programa de Conservação e Uso Racional da Água nas Edificações (Purae) obriga, entre outras coisas, que as novas edificações na cidade tenham um sistema de coleta e armazenamento de água de chuva para usos não nobres. A lei não exige tal sistema das construções anteriores à sua vigência, a partir de 2008. De acordo com a Secretaria Mu­­nicipal de Urbanismo, de janeiro de 2008 até o mês passado, 3.355 novas edificações na cidade já contam com o sistema. Quem não se adequar ao padrão não obtém o certificado de conclusão de obra.

Telhado pequeno não vale o investimento

Para o engenheiro civil Plínio Tomaz, autor de vários estudos sobre aproveitamento de água da chuva, não compensa fi­­nanceiramente ter um sistema de captação em telhados com área menor que 200 metros quadrados. Nesses casos, a água tratada fornecida pelas concessionárias acaba saindo mais em conta.

Por outro lado, segundo Tomaz – que coordenou a criação da NBR 15.527/07, estabelecendo padrões para os sistemas de captação e armazenamento de água da chuva no país –, o uso desta água para fins menos nobres em condomínios, shoppings, indústrias e mesmo em grandes residências traz uma série de benefícios. “Como é que você vai usar uma água com flúor, cara, de boa qualidade para jogar no vaso sanitário, regar o jardim? Até 50% da água que se usa numa casa não precisa ser potável”, esclarece.

O engenheiro estima em menos de R$ 300 por metro cúbico o custo de um sistema de captação e armazenamento de água da chuva. Em uma indústria, por exemplo, ele calcula que em no máximo três anos o investimento é recuperado. “Ainda é caro, mas isso pode mudar no futuro, quando a água ficar mais cara”, avalia.

Alerta

Tomaz aproveita para fazer um alerta sobre o uso desse tipo de sistema. Os projetos adequados, por exemplo, dispensam a carga inicial da água de chuva (first flush, na linguagem técnica), que normalmente contém sujeira e impurezas. “É preciso ter responsabilidade. Imagine isso numa escola. Tem que ter cuidado com a saúde pública”, pontua. Outra medida importante nesse sentido, segundo Plínio Tomaz, é não misturar a água de chuva com a água tratada e fazer regularmente a manutenção dos sistemas de captação (telhados, filtros e calhas), armazenamento (cisternas e caixas) e distribuição (canos e dutos). (JRM)

Saiba mais em www.aguasdoamanha.com.br

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Empresas que usam redes sociais aumentam receita, diz estudo

Redes sociais como o Twitter, Orkut e Facebook valem ouro. São ferramentas cada vez mais populares na internet e um fenômeno tão recorrente e forte que não pode passar despercebido pelas pequenas e médias empresa

Dados de uma pesquisa realizada pelo Altimer Group e Wetpaint para a revista Business Week com as 100 empresas mais valiosas ao redor do globo mostraram que os empreendimentos que investem em mídias sociais apresentam melhores resultados e receitas finais mais recheadas. Em média, empresas que investiram em mídias sociais cresceram 18% em um ano, enquanto aquelas que investiram pouco nas redes tiveram queda de 6%, em média, em suas receitas no mesmo período.

“É preciso alertar as empresas, de quaisquer portes, para a eficiência e relevância das redes sociais”, diz o especialista em tecnologia de informação Luís Fuzaro. “Há um benefício bastante grande em usar esse tipo de tecnologia porque agiliza os processos de negócios”, completa. Para o especialista, as redes sociais, desde que utilizadas adequadamente, evitam duplicidade de informação, aumentam o trabalho colaborativo e melhoram os repositórios para criar um conhecimento coletivo da empresa.

Segundo Fuzaro, melhorar o conhecimento coletivo é essencial para criar potencial e diferencial competitivo. “A empresa consegue melhorar os custos e a agilidade de processos de negócios”, afirma.

Para o pequeno empresário, o uso dessas ferramentas pode ser aproveitado para uma série de fatores. Para Fuzaro, é pertinente ao pequeno empreendedor investir nesse tipo de tecnologia porque essas redes permitem expansão do mercado, melhor relacionamento com os clientes e fornecedores e redução de custos, sem falar no uso possível para campanhas de marketing. “Ainda, não podemos esquecer que empresas mais alinhadas com o uso de novas ferramentas e antenadas no avanço tecnológico acabam atraindo mais recursos”, completa.


Fonte:
http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI124097-17180,00-AS+VANTAGENS+DO+USO+DE+REDES+SOCIAIS+NAS+EMPRESAS.html

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O voto como dever de casa

*Rodrigo dos Santos Wa Yn Chin

As tarefas de casa nunca são as favoritas entre os estudantes. Entretanto, elas nos ensinam algo sobre a vida e sobre cidadania: nem sempre teremos alguém por perto que nos ajude a encontrar a resposta certa. O exercício bem feito depende única e exclusivamente da atenção, empenho, conteúdo e perspicácia do aluno. A missão dada aos cidadãos frente às urnas tem as mesmas características. Dentro de um vasto universo de propostas e candidatos devemos estar alerta para não cair em pegadinhas – aquelas clássicas soluções que na hora parecem tão acertadas, mas que depois nos fazem passar vergonha. Para um voto mais consciente, louvável seria se utilizássemos um critério seguro na hora de encolher em quem votar: as propostas de cada pleiteante relativas à educação.

O IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) levantado pelo Ministério da Educação no ano passado, mostrou, em 2009, que a qualidade do ensino avançou 0,1 ponto na escala de 1 a 10, em relação aos índices de 2007. Os alunos do ensino médio alcançaram 3,6. Estudantes dos anos iniciais e dos finais tiveram média de 4,6 e 4,0. São números que superaram as expectativas do próprio ministério, mas que não chegam nem perto do desempenho alcançado por estudantes de países desenvolvidos. Claro que o governo acha maravilhoso esse avanço e nós também não podemos desprezar resultados positivos num país de grandes dificuldades como o nosso. Na época em que foram divulgados esses números, o ministro Fernando Haddad exaltou o governo dizendo que, até o ano de 2001, o país vivia um período de recessão da educação e que, depois disso, deslanchou. Aí havia um exagero típico de ano pré-eleitoral. Mas, agora, bem a propósito, chegou o momento de garantirmos que o governo abandone o histórico hábito de  investir pouco na instrução dos brasileiros. Ou o eleitor faz  opções conscientes, ou ficaremos mais algum tempo sendo o país dos “tiriricas”, cuja população será representada por quem nem ao menos sabe o que faz um deputado.

Falando em tiririca, outra pesquisa, do IBOPE, feita no fim do ano passado, mostrou que 32% das pessoas que cursam o ensino superior ou que já terminaram, não são totalmente alfabetizadas e têm graves problemas para lidar com as atividades para as quais deveriam ter sido preparadas. Segundo essa sondagem, são indivíduos capazes de ler e entender textos não muito extensos ou complexos, além de não irem além das quatro operações matemáticas em contas simples. Daí se pressupõe que apenas esperança e otimismo com o andamento do IDEB não levarão o país muito longe. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) defende que o Brasil aplique 8% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação. Contudo o país aplica pouco mais da metade, 4,7%, algo em torno de R$ 140 bilhões. Na Conferência Nacional de Educação (Conae), realizada em abril, foi proposta uma ampliação do investimento na educação pública da ordem de 10%, sendo que, até o ano que vem, já se atinja 7%. Uma meta ambiciosa e saudável, que teve no seu bojo a participação de 3,5 milhões de brasileiros, ou seja, 2% da população do país. Mas, o documento final do Conae também pressupõe que, para tal avanço, haja uma reforma na política fiscal e tributária. Aí dependeremos, outra vez, dos nossos ilustres representantes que estão sendo eleitos agora para as altas esferas do poder.

Com tantos números, informações e personagens envolvidos, a tarefa de casa atribuída a nós por meio destas eleições parece mais difícil ainda. Porém, ela deve ser executada meticulosamente. Caso contrário os índices da educação e outros números da estatística brasileira refletirão como notas vermelhas, com uma penosa recuperação de quatro ou oito anos. Por isso, façamos o nosso melhor no dia 3 de outubro. O voto é dever que demanda muito zelo e o seu resultado é fundamental para uma população mais escolarizada, desenvolvida e feliz.

*Rodrigo dos Santos Wa Yn Chin, 18 anos, é estudante de Engenharia Civil da UFPR, patrocinado pela empresa TBG no Instituto Bom Aluno do Brasil, que auxilia alunos de baixa renda oriundos de escolas públicas. Graças à TBG e ao Bom Aluno, descobriu-se que Rodrigo é um estudante superdotado.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Site de assuntos jurídicos disponibiliza informações grátis

Advogados, estudantes, profissionais liberais, departamentos jurídicos de empresas e todos que precisam de alguma informação bem atualizada na área jurídica já podem utilizar gratuitamente o portal na internet da Revista Bonijuris, publicação especializada em Direito. Embora direcionado especialmente para assinantes que pagam para utilizá-lo sem limites, o site permite agora acesso grátis a qualquer pessoa, no horário das 22 horas às 6 horas da manhã, de segunda a sexta-feira, e ilimitado aos sábados, domingos e feriados (24 horas). A Bonijuris, que existe desde 1989, é editada mensalmente pelo Instituto de Pesquisas Jurídicas e traz tudo sobre legislação, decisões dos tribunais, acórdãos, ementas, súmulas e doutrina, com análises bem fundamentadas de professores e demais profissionais que se dedicam aos mais diversos ramos da Ciência do Direito.

A edição da Revista Bonijuris de setembro, por exemplo, tem um esclarecedor artigo da advogada e professora Amana Kauling Stringari, na seção “Como decidem os Tribunais”, falando sobre a incessante busca da eficiência como princípio orientador da atividade administrativa e gestão pública. Considerada a maior biblioteca eletrônica do país, a Revista oferece também modelos de petições e peças processuais; minutas de contratos de todas as áreas; modelos práticos sobre locação, compra e venda, contratos imobiliários; orientação trabalhista para empregados e empregadores; ensaios, enunciados e monografias; todos os assuntos colocados de forma esquemática e fácil de pesquisar.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Alunos superdotados atuam em primeiro congresso internacional sobre o tema no Brasil

Da esq. p/ dir., Rodrigo dos Santos Wa In Chin; Dr.ª Maria Helena Novaes; Dr.ª Maria Lúcia Sabatella, diretora do Inodap; Ramon Gouveia de Paula, Sophia Karolina Araújo e João André cardoso Ferreira, durante o I Congresso Internacional sobre Altas Habilidades / Superdotação, no Centro de Convenções de Curitiba.
Estudantes ligados ao Inodap (Instituto para Otimização da Aprendizagem) e ao programa socioeducacional Bom Aluno, do Instituto Bom Aluno do Brasil, participaram esta semana do I Congresso Internacional sobre Altas Habilidades/Superdotação, no Centro de Convenções de Curitiba. Integrantes do Centro de Excelência em Inteligência Humana, formado pelo Inodap e Bom Aluno, "os estudantes puderam experienciar o que é um congresso internacional e participar ativamente", avaliou a gerente do Bom Aluno, Maria Isabel Grassi Dittert.

O estudante Rodrigo dos Santos Wa In Chin, do programa socioeducacional Bom Aluno, ao lado de uma das maiores autoridades em educação para superdotados em todo o mundo, o franco-canadense Françóys Gagné, da Université du Quebec à Montreal. Rodrigo fez a tradução simultânea da palestra de Gagné no congresso.
Um dos estudantes, Rodrigo In Chin, chegou a fazer tradução simultânea para uma das maiores autoridades em educação para superdotados em todo o mundo, o franco-canadense Françóys Gagné, da Université du Quebec à Montreal. Os estudantes puderam trocar idéias com pesquisadoras pioneiras na área como Maria Helena Novaes, pós-doutora em Psicologia pelas Universidades de Genebra e Paris; e Maria Lúcia Sabatella, mestre em educação e membro do Conselho Mundial para Superdotados, ambas reconhecidas internacionalmente. As empresas Amil, TBG, Vipal, Gazeta do Povo e Landys+GYR, entre outras, patrocinam 210 alunos do programa social, que dá acesso ao ensino de qualidade desde a 6ª série até a pós-graduação. 

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Quase noventinha, tocando e cantando

Velhos Guris em apresentação na Unibrasil. Fotos: Fabio Riesemberg

CURITIBA - Quem festeja 89 anos, na terça-feira, dia 21, é a  Sociedade de Socorro dos Necessitados, instituição mantenedora do Lar dos Idosos Recanto do Tarumã, com 120 velhinhos,  e o Centro de Educação Meu Pequeno Reino, com 110 crianças carentes. Os "Velhos Guris", grupo musical composto por idosos moradores no Lar Recanto do Tarumã se prepara para abrilhantar as comemorações da Socorro dos Necessitados. A turma tem idade avançada, mas é animada e comprometida.


A Socorro aos Necessitados é uma associação civil, de caráter filantrópico, com fins não  econômicos, fundada em 21 de setembro de 1921 por um grupo de pessoas sensibilizadas com a pobreza da época. A instituição tam'bem mantém o Lar dos Idosos Recanto do Tarumã  e possui um convênio de parceria técnica com a Escola Maternal Annette Macedo. A Socorro aos Necessitados recebeu em 2002 e 2005 o Prêmio Bem Eficiente que tem como objetivo reconhecer publicamente as 50 melhores entidades filantrópicas brasileiras. Ao longo dessas décadas tem-se estruturado para melhor atender aos necessitados, dispõe de uma equipe de funcionários experientes e de instalações que oferecem qualidade de vida a idosos e crianças, consolidando-se atualmente como uma das mais tradicionais entidades do Paraná.

Mais informações podem ser obtidas pelo site da instituição, ou diretamente na sede da instituição, na Rua Konrad Adenauer, 576 CEP: 82.821-020 Curitiba-PR - Fone/Fax:(41) 3266-3813 - marketing@socorroaosnecessitados.org.br






Consulado comemora Dia da Unidade Alemã

A ENFOQUE  está a todo vapor preparando o grande evento do "Dia da Unidade Alemã", para o Consul Honorário da Alemanha, Andreas Fritz Hoffrichter, no próximo dia 1º de outubro, no Clube Concórdia.  Por coincidência, neste mesmo dia, a ENFOQUE comemora seus 32 anos de vida. 

Desde o dia 7 de maio de 2010, o Cônsul Honorário da Alemanha em Curitiba, Hans Gerhard Schorer, foi sucedido por Andreas F. H. Hoffrichter. O Cônsul Honorário da Alemanha em Curitiba, além dos demais serviços consulares, já está oferecendo o serviço de captura digital de dados biométricos ( foto e impressão digital ) para efeito de emissão de novos passaportes alemães, tornando-se desnecessário viajar a São Paulo para a obtenção. O atendimento ao público é de segunda a sexta-feira das 8h às 11h à Rua Duque de Caxias, 150 ( junto ao Clube Concórdia ) Telefone: (41) 3222-6920 e Fax: (41) 3222-0322.

Bioinovação na indústria têxtil

Por Líliam Monteiro, para o Estado de Minas

Aplicação de enzimas na produção de tecidos resulta em economia de água, redução de CO2 na atmosfera, aumento da produção, qualidade superior do material e corte de custos

Pedro Carlos Gomes, químico industrial.
Os benefícios do desenvolvimento da ciência surpreendem sempre. O uso de enzimas nas mais diversas áreas tem se mostrado uma alternativa promissora, que alia desenvolvimento, tecnologia e, também, ganhos ambientais. Produzidas por micro-organismos, elas são proteínas responsáveis por inúmeras transformações, atuando como catalisadoras de reações, a exemplo do que fazem para ajudar na digestão no organismo humano. São usadas também na produção de alimentos, na fermentação da cerveja, em detergentes em pó, papel e celulose, vinho, óleos vegetais, na área farmacêutica, entre tantas outras. Mas é num ramo inimaginável que as enzimas têm dado exemplo de seu alto potencial transformador: o da indústria têxtil.

Os ganhos são inúmeros e vão desde a economia de água e energia, a redução de efluentes, até a geração de menor tempo de processamento – representando para a empresa maior aproveitamento do equipamento em processos de alto enobrecimento de tecidos, a um custo final significativamente menor.  De acordo com o professor Jürgen  Andreaus, do Departamento de Química da Universidade Regional de Blumenau  (Furb), em Santa Catarina, o avanço científico está exatamente na interface entre a compreensão do funcionamento dos biocatalisadores das enzimas, que também são usados em outros campos de aplicação, e do conhecimento, profundo, dos processos têxteis e do maquinário específico dessa indústria. "Além de substituírem produtos químicos em processos têxteis tradicionais, novos processos e produtos podem ser desenvolvidos e novas propriedades, atribuídas às fibras têxteis com a ajuda das enzimas e da biotecnologia", explica Andreaus, doutor em engenharia química e química do meio ambiente pela Technische Universität Graz, na Áustria. O professor da Furb enfatiza que, com o objetivo de tornar os tecidos coloridos, não inflamáveis, agradáveis ao toque, repelentes a óleo e impermeáveis à água, e para obter diversas outras propriedades, a indústria usa diversos processos e uma gama de produtos químicos, na maioria das vezes, em condições muito alcalinas ou ácidas, temperaturas elevadas e consumo de água e energia elevado. Jürgen Andreaus, no entanto, revela que o uso da biotecnologia e, em especial, de enzimas como catalisadores (aceleradores específicos de reação) biológicos em diversos processos têxteis, começou a ser investigado mais fortemente a partir dos anos 1990, permitindo o desenvolvimento de processos ambientalmente mais corretos em condições amenas, como pH neutro, temperaturas baixas, em torno de 50ºC, menor consumo de água, produtos químicos e energia. Ouso de pequenas quantidades de enzimas nos processos também favorece sua utilização. "É possível, nesse processo, determinar as reações que desejamos, sem, por exemplo, destruir determinadas fibras do tecido, o que poderia ocorrer com reagentes químicos normais. Para obter esses resultados tão específicos é necessário identificar as enzimas adequadas e, muitas vezes, usar a microbiologia e a genética para produzir a quantidade necessária das proteínas", diz.

O químico industrial, engenheiro mecânico e técnico têxtil com mais de 40 anos de experiência, Pedro Carlos Gomes, ressalta que a bioinovação com o uso de enzimas pode impactar positivamente na percepção da marca das empresas têxteis, diferenciando em melhor aspecto, toque e qualidade o produto final. Gomes é responsável na América Latina pela área técnica de aplicações enzimáticas da maior fabricante mundial de enzimas industriais, a dinamarquesa Novozymes. Segundo ele, muitas pessoas já têm consciência de sustentabilidade, embora as enzimas e os efeitos que elas proporcionam estejam distantes do consumidor, que não sabe do que se trata. “Os grandes líderes industriais têxteis do Brasil têm adotado processos enzimáticos, mas ainda estão aquém do potencial de uso existente, principalmente em médias e pequenas fábricas. Os processos não são caros, não envolvem equipamentos especiais, rígido controle, nem são difíceis de aplicar", garante. Entre as enzimas produzidas pela Novozymes, estão algumas que podem facilitar as transformações químicas da limpeza da fibra de algodão e a remoção de químicos indesejáveis. Pelas características, as que mais proporcionam sustentabilidade são as pectinases, catalases e celulases (veja , abaixo, o histórico do uso de enzimas). Há um mês, a empresa participou da Feira Brasileira para a Indústria Têxtil (Febratex), em Blumenau (SC), considerado o segundo maior polo têxtil brasileiro, e apresentou um novo conceito voltado para sustentabilidade e respeito ao meio ambiente. "É um processo capaz de evitar a emissão de mil quilos de CO2 na atmosfera por tonelada de malha confeccionada, pois explora o uso de enzimas em todas as fases da produção. E a economia obtida pode chegar a 630 bilhões de litros de água por ano (o equivalente ao uso de 8 milhões de pessoas na área urbana por ano) e 9 milhões de toneladas de CO2 por ano (o que representa 2 milhões de carros na rua)", acrescenta o químico Pedro Gomes.

Confira, abaixo, a história da utilização de enzimas no setor têxtil*

1952
Enzimas amilases – que decompõem amido em açúcar solúvel
Passaram a ser usadas para remover a goma aplicada no urdume, fio do comprimento do tecido, que precisa ser engomado para resistir às forças de fricção e abrasão no tear. Depois, a goma deve ser eliminada para permitir obtenção de um bom grau de branco e de tingimentos distribuídos homogeneamente no tecido. No início, as enzimas amilases erammuito limitadas a condições de aplicação como pH e temperatura. Atualmente, pode-se fazer desengomagem em qualquer equipamento,em qualquer pH e temperatura.

1987
Enzimas celulases – atacam as fibrilas de celulose na superfície do tecido
Usadas em lavanderias de jeans para obtenção de efeito desgastado e clarear a cor de peças jeans índigo (stone wash). Até esta época, todo o trabalho em lavanderia era feito usando pedras-pome que, por abrasão, faziam o desgaste, mas danificavam equipamentos, poluíam as roupas que ficavam com os bolsos cheios de areia, tornavam os efluentes mais poluentes e a operação cara e demorada, com uso de água em larga escala. Havia nesta época enzima ácida (que trabalhava em pH de 4,5 a 5,5). Hoje, as celulases se dividem em ácidas e neutras e operam em larga faixa de pH e temperatura.

1993
Enzimas catalases – que transformam peróxido de hidrogênio em águaeoxigênio
Operóxidoéusado na indústria têxtil parabranquear (alvejar) o algodão. Normalmente, o processo exige o uso em excesso de peróxido paraumbranco ‘muito branco’. Noentanto, o resíduo de peróxido de hidrogênio contido no tecido ou na malha branqueada precisa ser removido para garantir um bom tingimento. Enzimas catalases fazem esse trabalho rapidamente, economizando água, vapor e energia elétrica, além de garantir boa qualidade na sua remoção.

2001
Peroxidases – para eliminar da fibra corantes reativos hidrolizados
No processo de tingimento com corantes reativos, sempre ocorre umgrau de hidrolização do corante, ou seja, o corante reativo emvez de reagir com a fibra reage com a água do banho e fica depositado sobre o tecido ou a malha. Como resultado negativo desse processo, as cores escuras apresentam forte deficiência de solidez à lavagem (quando se lava em casa e a água fica tingida da cor da roupa lavada, além de manchar peças de outra cor). Essas enzimas destroem este corante hidrolizado, garantindo melhor qualidade, economizando água e tempo no processo.

2003
Enzimas Pectinase – paraeliminação de pectinas e ceras naturais do algodão
Tecidos e malhas no seu estado cru não absorvem água. A fibra do algodão contém muitas impurezas, que precisam ser eliminadas para garantir bom grau de branco e de tingimento. Ceras e pectinas devem ser removidas para alcançar este objetivo. Processos convencionais usam a soda cáustica e o peróxido de hidrogênio, produtos que geralmente atacam e destroem as impurezas,mas também a celulose do fio, diminuindo o peso e a resistência do artigo. Além disso, são altamente poluentes. As enzimas pectinase fazem a remoção de maneiramenos agressiva.

2008
Bioblasting
Processo que destrói fibrilas expostas na superfície do tecido. Os materiais não tratados apresentam um defeito chamado pilling, quando, ao longo de poucas lavagens da roupa, percebe-se que o tecido vai ficando comaspecto peludo. O bioblasting oferece toque mais macio e mantém o aspecto de novo do tecido por mais tempo. Esse processo envolve o uso de enzimas de celulase e catalase em produtos distintos com propriedades especiais. A celulase, por exemplo, regula a quantidade de sal e poucas enzimas têm tal propriedade. A catalase remove o peróxido residual e a celulase elimina fibras que sobressaem da superfície do tecido.

*Fonte: Novozymes Latin America


quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Novozymes Latin America é premiada pelo Príncipe da Dinamarca


Da Assessoria de Imprensa da Fiep*

A Novozymes Latin America recebeu nesta terça-feira (14), do Príncipe Joachim H. W. Christian da Dinamarca (à esquerda na foto acima), o diploma da Associação dos Exportadores da Dinamarca e a Medalha de Honra de Sua Alteza Real o Príncipe Henrik. Empresa dinamarquesa, com unidade industrial em Araucária, a Novozymes é líder mundial no ramo de biotecnologia e a maior fabricantes de enzimas do globo. A premiação foi dada ao presidente regional da Novozymes Latin America, Pedro Luiz Fernandes. "As distinções se devem ao incrível esforço de produção e à forte presença na Novozymes no Exterior. No Brasil, a Novozymes atende a todos os critérios para receber a premiação, pela produção, vendas e pesquisa e desenvolvimento", disse o Príncipe Joachim, ao lado da esposa, a Princesa Marie Cavallier.

A homenagem à empresa encerrou o evento "Biotecnologia para a Sustentabilidade - Biotemas", promovido pela Novozymes e o Sistema Fiep, no auditório da Unindus, no Cietep, dentro da série de eventos paralelos à Bienal de Design. A solenidade teve a presença do embaixador da Dinamarca no Brasil, Svend R. Nielsen; do presidente do Sistema Fiep, Rodrigo da Rocha Loures; do ministro do Itamaraty e chefe do escritório do Ministério das Relações Exteriores no Paraná, Sergio Elias Couri; de Regina Pessuti, que representou o governador do Paraná, Orlando Pessuti; e do cônsul honorário da Dinamarca e Noruega, Victor Barbosa.

"É honra recebê-los na Unindus, que é a universidade corporativa da indústria e que tem por desafio a questão da sustentabilidade, o que inclui conhecimento da biotecnologia. A Dinamarca é um dos locais do planeta onde essa área de conhecimento avança de forma relevante", disse o presidente do Sistema Fiep. "Estejam certos que esse momento é um marco no relacionamento entre Brasil e Dinamarca, pois nossa entidade saberá catalisar novas iniciativas, especialmente na área de biotecnologia", afirmou ele.

No seu pronunciamento, o Príncipe Joachim Christian enfatizou a questão da enzima para etanol (bioetanol). Ele lembrou que o Brasil é o maior produtor mundial de etanol de primeira geração, que reduz emissão de CO2. Mas salientou que os efeitos ambientais serão melhores se o País produzir etanol de segunda geração (a partir do bagaço da cana-de-açúcar). "A Novozymes é uma empresa avançada na produção de biocombustível de segunda geração. É importante haver um ideal entre a empresa e o setor brasileiro de etanol para ampliar a produção de biocombustível de segunda geração", disse ele.

As oportunidades do Paraná para parcerias e cooperação internacional foram enfatizadas pelo embaixador Svend Nielsen, que definiu o Estado como lugar excelente para muitas empresas dinamarquesas que têm interesse em investir no Brasil. "Empresas de menor porte têm muito boas condições para se desenvolver em Curitiba", disse ele.

O cônsul honorário da Dinamarca, Victor Barbosa, que ajudou a implantar a unidade da Novozymes em Araucária e se aposentou após 32 anos na empresa, saudou.o Príncipe Joachim e a Princesa Marie e apresentou-lhes a réplica do Castelo de Egeskov, feito com massa de pão. O Príncipe fez questão de cumprimentar o empresário e ex-presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitarias do Paraná, Joaquim Cancela, que trouxe de Bento Gonçalves o profissional Domingos da Costa, responsável pela criação da réplica.

Sustentabilidade- Líder mundial em biotecnologia, com mais de 700 produtos, a Novozymes está presente em 130 países e emprega 5,5 mil pessoas. No Brasil, a Novozymes está presente desde 1974. A unidade de Araucária foi inaugurada em 1989 e tem 180 funcionários. "A principal área de negócios é a de enzimas. Utilizamos os recursos da biotecnologia para tornar possível produzir mais usando menos água, menos energia e menos matéria-prima. O resultado é um ambiente melhor, com sustentabilidade", disse o presidente regional da Novozymes Latin America, Pedro Luiz Fernandes, ao abrir o evento Biotecnologia para a Sustentabilidade.

A biotecnologia, segundo ele, é a chave para construção de um mundo melhor, criando mais emprego em um ambiente mais limpo. "É através da biotecnologia que podemos assegurar o equilíbrio entre a produção e a qualidade de vida e a preservação do planeta para futuras gerações", disse Fernandes.

Segundo Justin Perrettson, da Novozymes S/A, a empresa usa avaliação de ciclos de vida que permite comparar métodos tradicionais de produção com métodos com enzimas. "O processo é validado por certificações ISO e publicamos todo o nosso trabalho para que todos possam acompanhar", disse ele. Perrettson explicou que com as soluções criadas pela empresa são economizadas 25 milhões de toneladas de CO2 ao ano. "Nossa meta é chegar a 2015 com economia de 75 milhões de toneladas", afirmou.

*Federacao das Industrias do Estado do Parana

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Presidenciáveis e carreira são assuntos da Geração Sustentável

Edição de Julho/Agosto da Geração Sustentável.

Na edição de número dezenove da revista Geração Sustentável o assunto principal são os caminhos para os profissionais do futuro, que deverão estar sintonizados com dois temas inevitáveis: sustentabilidade e inovação. A reportagem de capa aponta quais são as áreas mais promissoras para se fazer carreira. Também estão em destaque na revista as diretrizes propostas pelos candidatos à Presidência da República na área do desenvolvimento sustentável. Não só os presidenciáveis mais relevantes, Dilma Roussef (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), foram sondados. Os outros seis "nanicos" também mereceram atenção. Uma entrevista com o presidente da Novozymes Latin America, Pedro Luiz Fernandes, recheia a edição com uma conversa sobre a multinacional líder mundial em bioinovação. Ele fala sobre os desafios de se manter uma empresa sustentável, lucrativa e  ao mesmo tempo responsável junto à sociedade. Acesse o site da revista  clicando aqui.

Dinamarca já abastece carros com bioetanol de palha de trigo

Thomas Nagy, vice-presidente da Novozymes, em Sertãozinho - SP. Foto: Carlos Lourenço
Biocombustível celulósico deve ser produzido e comercializado no Brasil a partir de 2012

Por Jon H. Harsch com a Enfoque Comunicação


Washington e Sertãozinho – Com a primeira remessa de 28 mil litros de etanol extraído da palha de trigo, feita há alguns dias, os motoristas dinamarqueses inauguram uma nova era, reduzindo as emissões de gás de efeito estufa ao rodarem abastecidos com resíduo agrícola. Este avanço no setor dos biocombustíveis faz parte do acordo da empresa de petróleo norueguesa Statoil para comprar 5 milhões de litros de bioetanol celulósico da biorrefinaria piloto da dinamarquesa Inbicon, que será adicionado à gasolina do país nórdico. No Brasil o novo processo de fabricação de ethanol também não tarda a chegar. O custo-benefício necessário para que o etanol de palha fosse comercialmente viável é resultado das novas enzimas desenvolvidas pela Novozymes, que enviou nesta semana o vice-presidente global, Thomas Nagy, para participar do XII Fórum Internacional sobre o Futuro do Álcool, em Sertãozinho - SP. Em sua apresentação no evento, Nagy mostrou várias possibilidades para o bioetanol celulósico no Brasil e no mundo. “Dentro de poucos anos as companhias brasileiras líderes de mercado poderão assegurar um fornecimento de biocombustível celulósico em escala industrial”, disse o vice-presidente. Dentro dos planos da companhia dinamarquesa e seus parceiros brasileiros, como o Centro de Tecnologia Canavieira de Piracicaba e a fabricante de equipamentos, Dedini, está a construção de plantas-piloto, o lançamento de enzimas específicas para esse tipo de indústria em escala comercial e até mesmo o início da construção de usinas de etanol celulósico propriamente ditas, a partir de 2012.

Na Dinamarca, Poul Ruben Andersen, Diretor de Marketing de Biocombustível da Novozymes, declarou que, depois acordo Inbicon/Statoil, agora é preciso que a indústria e a esfera política estejam firmemente engajadas para seguir adiante. “Estamos bastante entusiasmados pelo fato de que os motoristas dinamarqueses já podem abastecer os seus carros com biocombustível derivado de um resíduo agrícola. Isto mostra que a tecnologia já está pronta e que dá resultados. Só precisamos colocar a produção comercial de grande escala para funcionar”, disse Andersen. Antes do acordo, a Statoil comprava biocombustível de primeira geração extraído de produtos que também são usados como alimento, tais como o milho, o trigo e a beterraba. O novo acordo com a Inbicon prevê o fornecimento de biocombustível de segunda geração feito com resíduos agrícolas e florestais.

Niels Henriksen, diretor executivo da Inbicon, diz que o desafio está em colocar os biocombustíveis no mercado a um custo competitivo. “A nova planta de demonstração, montada na cidade dinamarquesa de Kalundborg, traz um avanço para a comercialização da produção de biocombustível sustentável usando resíduos vegetais,” explicou ele. “A principal meta é provar que o processo da Inbicon é viável sob condições industriais.” Ele acredita que a parceria entre a Inbicon e a Novozymes é essencial para o desenvolvimento de novas enzimas “que tornem o processo da Inbicon a melhor solução de custo-benefício para o etanol celulósico”.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Novozymes estará no debate sobre o futuro do álcool brasileiro, em Sertãozinho - SP

Recentemente a empresa fechou acordo com a paulista Dedini e adquiriu a paranaense Turfal

O vice-presidente mundial da maior fornecedora de enzimas do mundo, Thomas Nagy (baixe foto em http://migre.me/189gx), estará no Brasil nesta segunda-feira, 30, para discutir aspectos tecnológicos da internacionalização do etanol no XII Fórum Internacional sobre o Futuro do Álcool. Nagy é executivo da companhia dinamarquesa Novozymes, que anunciou recentemente duas importantes ações no Brasil: a parceria com a paulista Dedini, líder mundial na produção de equipamentos para o setor sucroalcooleiro; e a aquisição da Turfal, fabricante paranaense de produtos agrobiológicos. Com a Dedini, o acordo é para desenvolver biocombustível à base de bagaço e palha de cana-de-açúcar. Já com a compra da Turfal, a intenção da Novozymes é expandir negócios no mercado de agricultura sustentável.

Thomas Nagy, que estará à disposição da imprensa das 14h30 às 16h desta segunda, é engenheiro químico pela Universidade de Copenhague, Dinamarca. Ele participa de vários grupos de trabalho envolvendo sustentabilidade, responsabilidade social e desenvolvimento de estratégias de negócios. Na Organização das Indústrias de Biotecnologia dos Estados Unidos (BIO), é membro do comitê executivo e do quadro de diretores, entre outros cargos de liderança que ocupa.

Também participam da mesma rodada de discussões tecnológicas o diretor superintendente do Centro de Tecnologia Canavieira de Piracicaba, Nilson Boeta, e o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, de Material Elétrico, Eletrônico, Siderúrgicas, Fundições e Similares de Piracicaba e Região (Simespi), Tarcisio Angelo Mascarim. Os debates sobre tecnologia acontecem às 11h40, no Teatro Municipal de Sertãozinho (SP), Rua Washington Luiz, 1331.

Sobre a Novozymes

Novozymes é líder mundial em bioinovação. Juntamente com clientes de uma extensa gama de indústrias, cria soluções biológicas industriais do amanhã, melhorando o negócio dos clientes e o uso dos recursos do planeta. Com mais de 700 produtos utilizados em 130 países, as bioinovações da Novozymes melhoram o desempenho industrial proporcionando soluções significativas e sustentáveis para o mercado do amanhã, em constante evolução. As soluções naturais da Novozymes melhoram e facilitam tudo, desde a remoção de gordura hidrogenada (trans) até os avanços nos biocombustíveis que moverão o mundo no futuro. A exploração incessante dos potenciais da natureza está evidenciada através de 6.000 patentes que mostram o quanto é possível fazer quando a natureza e a tecnologia unem suas forças. Na Novozymes mais de 5 mil  funcionários trabalham em pesquisa, produção e vendas em todo o mundo. A Novozymes é cotada na Bolsa de Valores de Copenhague (NZYMB). Leia mais em www.novozymes.com.br.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Escola pública recebe doação de R$ 6 mil em material didático

Aluno faz brincadeira com a lupa, ferramenta integrante do kit doado.


A Escola Municipal Prefeito Aleixo Grebos, de Araucária, com 490 alunos, recebeu uma doação de equipamentos e materiais para o laboratório de ciências. Com valor aproximado de R$ 6 mil, estão incluídos inúmeros ítens, como as vidrarias, microscópio, destilador e reagentes químicos para a preparação de aulas práticas. Segundo a diretora da escola, Cleusa Maria de Andrade Lima, o prédio antigo não tinha espaço, mas a escola foi reformada há um ano. "A sala destinada para esse fim estava vazia, só faltava o material didático", disse. Tudo foi doado pela empresa dinamarquesa Novozymes, instalada em Araucária há mais de vinte anos, e entregue pessoalmente pelo presidente regional, Pedro Luiz Fernandes. A ação faz parte do programa “Biotecnologia para a Sustentabilidade vai à Escola”, parceria da Novozymes com a Secretaria Municipal de Educação de Araucária para levar aos alunos do ensino fundamental o conhecimento da biotecnologia, despertando neles o interesse por esta área da ciência. Em 2010 oito escolas aderiram ao projeto.

Notebooks

Em Araucária também está sendo colocado em prática o projeto Um Computador Por Aluno em Araucária (UCAA), que está disponibilizando centenas de notebooks aos estudantes. Os aparelhos ficarão guardados em armários especiais com todas as condições de conservação, inclusive um sistema de alarme diretamente ligado à Guarda Municipal, em caso de violação das trancas. Uma das primeiras escolas beneficiadas é a  Aleixo Grebos. Veja mais detalhes clicando aqui.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Têxteis economizam até 20% com uso de enzimas

 
Do jornal Folha de Blumenau, em 18/08/2010

O técnico têxtil Pedro Carlos Gomes (foto à  esq.) esteve na Febratex 2010 a convite da multinacional Novozymes, na última quinta-feira (12), para realizar a palestra “Enzimas na indústria têxtil: maior qualidade, menor custo e um mundo melhor”. Gomes demonstrou como a bioinovação pode impactar positivamente na percepção da marca das empresas têxteis, destacando que uma empresa pode economizar aproximadamente 20% com o uso de enzimas.

Além do conhecimento sobre enzimas na indústria têxtil para tecidos planos e malhas, Gomes deu ênfase aos benefícios da aplicação, como a economia de água, energia, redução de efluentes, menores tempos de processamento e também abordou os ganhos em acabamento dos tecidos, maciez e definição das cores.

Com o uso de enzimas, as empresas podem evitar a emissão de mil quilos de gás carbônico (CO2) na atmosfera por tonelada de malha confeccionada. As economias obtidas por meio do processo podem chegar a 630 bilhões de litros de água por ano (o equivalente para o uso de oito milhões de pessoas na área urbana por ano) e nove milhões de toneladas de CO2 por ano (representando dois milhões de carros na rua) sem custo de implementação. “Isso tudo pode representar para as empresas maior aproveitamento dos equipamentos a um custo final significativamente menor”, destaca.

Gomes diz que a Novozymes presta serviço de orientação dos processos enzimáticos, não com o objetivo de vender ao mercado, mas ajudar as empresas a utilizar as enzimas da melhor forma. “O importante é conscientizar o consumidor para que ele exija que as marcas tenham qualidade e usem enzimas”, ressalta. “As enzimas vêm para engrandecer as marcas com qualidade e tornar as empresas sustentáveis”, acrescenta.

Segundo o técnico têxtil, as empresas de Santa Catarina têm uma visão mais clara sobre sustentabilidade e economia. “Atualmente as pessoas já têm mais consciência de sustentabilidade, embora a enzima ainda esteja distante do consumidor, que não sabe do que se trata”, assinala, destacando que os líderes têxteis do Brasil utilizam enzimas muito aquém do potencial deles.

Enzimas


As enzimas podem ser usadas não só na indústria têxtil, mas na produção de alimentos, sucos, fermentação de cerveja, detergente em pó, papel celulose, vinho, óleos vegetais, margarina, panificação, área farmacêutica, etanol, entre outros.

De acordo com a responsável pelo atendimento ao setor têxtil da Novozymes Latin America, Viviane Pereira de Souza, a inovação das enzimas é do ponto de vista tecnológico porque ela já existe na natureza. “Na nossa saliva tem enzimas, se colocarmos farinha na língua, por exemplo, esta vai transformar o amido em açúcar, pois acelera as reações bioquímicas”, explica, acrescentando que a frase preferida dela é “Onde há vida, há enzima”.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Aluna carente faz “terceirão” na Alemanha

Está de partida para a Alemanha a estudante curitibana Emanuella Ribeiro Barth, de 16 anos, em um intercâmbio patrocinado pelo projeto Jovem Destaque, do Rotary Club de Curitiba, e programa Bom Aluno, do Instituto Bom Aluno do Brasil (IBAB). Emanuella vai ficar um ano na escola Carl Friedrich von Weizsäcker-Gymnasium, na cidade de Ratingen, oeste do país, perto de Düsseldorf. Depois de ser selecionada pelo programa social do IBAB em 2004, ela vinha frequentando boas instituições de ensino, as quais a família não poderia pagar, além de ter estudado inglês, redação, e recebido assistência psicopedagógica, tudo por conta do programa socioeducacional. Em Ratingen, ela cursará a 11ª série, equivalente ao “terceirão” por aqui. O Programa Bom Aluno seleciona os melhores alunos carentes das escolas públicas para lhes oferecer ensino de qualidade e também já enviou ou ajudou a enviar vários estudantes para os Estados Unidos, Espanha, Itália e Dinamarca. Emanuella, que embarca neste sábado, 14/08, no Aeroporto Afonso Pena, pensa em seguir carreira na magistratura ou ser uma empreendedora. "Talvez eu curse Comércio Exterior", afirma.  Desde o início do Bom Aluno, mais de 120 integrantes já concluíram o ensino superior auxiliados pelo programa. Dois deles retribuem todos os meses, financiando os atuais participantes. Para saber mais, acesse www.bomaluno.com.br.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Multinacional compra fornecedora brasileira de agrobiológicos



A Novozymes, multinacional dinamarquesa e maior fornecedora de enzimas industriais do mundo, com 48% do mercado, acaba de comprar a Turfal, fabricante de produtos agronômicos e biológicos, situada em Quatro Barras, região de Curitiba. No ano passado a Turfal teve faturamento líquido de R$ 4,7 milhões e a Novozymes R$ 2,8 bilhões. “A principal razão para esta aquisição é que queremos expandir nossa posição no mercado de agricultura sustentável", afirmou Pedro Luiz Fernandes, presidente da Novozymes Latin America. Segundo Fernandes, há ótimas chances de crescimento no mercado bioagrícola brasileiro, às quais a multinacional agora terá acesso direto. “Trata-se de uma oportunidade para a Novozymes criar uma agricultura mais sustentável e assim continuar ajudando a enfrentar o enorme desafio de alimentar o mundo no futuro. A produção agrícola global requer um aumento de 70% para poder alimentar uma população que chegará a 9 bilhões de pessoas em 2050”, explicou Fernandes.

Ainda de acordo com o presidente da Novozymes Latin America, o desafio é aumentar a produção utilizando a mesma quantidade de terras agrícolas sem custos adicionais ao meio ambiente. “Os inoculantes fixadores de nitrogênio da Turfal e da Novozymes podem ajudar os agricultores a reduzir suas necessidades de fertilizantes de nitrogênio no cultivo de leguminosas em até 80%. Esta é uma proposta de valor único em um mundo no qual os agricultores estão sob pressão para aumentar a produção de uma maneira sustentável”, disse o executivo.

Inoculantes

Fundada em 1970, a Turfal é uma das maiores produtoras de inoculantes do Brasil e possui um portfólio de novas oportunidades em desenvolvimento. Seus produtos inoculantes são micro-organismos que estimulam o crescimento de plantas leguminosas através da fixação biológica do nitrogênio. Os inoculantes são uma opção para fornecer nitrogênio à agricultura com menor custo ambiental e econômico que os fertilizantes nitrogenados minerais, como a uréia, por exemplo. São produtos desenvolvidos a partir de bactérias do solo capazes de estabelecer uma associação com as plantas e possibilitar o fornecimento do elemento. O nitrogênio é um dos nutrientes mais importantes para os sistemas agrícolas e, na maioria das vezes, não está disponível em quantidade suficiente no solo de regiões tropicais. A maior parte das vendas da Turfal é realizada entre agosto e dezembro, estação de plantio da soja.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Febratex vai mostrar bioinovação na indústria têxtil

A multinacional nórdica que apresentou, em Milão, uma nova técnica capaz de evitar a emissão de mil quilos de CO2 na atmosfera por tonelada de malha confeccionada, fará uma apresentação detalhada sobre o uso de bioinovação na indústria têxtil, em Blumenau – SC. Trata-se da Novozymes, maior fabricante mundial de enzimas industriais, que participará da Febratex 2010 (Feira Brasileira para a Indústria Têxtil), realizada de 10 a 13 de agosto. Com a palestra “Enzimas na indústria têxtil: maior qualidade, menor custo e um mundo melhor”, ministrada pelo consultor e químico industrial, Pedro Carlos Gomes, a empresa dinamarquesa irá demonstrar como a bioinovação pode impactar positivamente na percepção da marca das empresas do setor. “Além de um conhecimento detalhado sobre enzimas na indústria têxtil para tecidos planos e malhas, a conferência dará ênfase aos benefícios da aplicação como a grande economia de água, energia, redução considerável de efluentes e menores tempos de processamento. Também vai abordar os ganhos em acabamento dos tecidos, maciez ao toque e definição das cores”, explicou Viviane Pereira de Souza, responsável pelo atendimento ao setor têxtil da Novozymes Latin America. As economias obtidas através do processo podem chegar a 630 bilhões de litros d'água e 9 milhões de toneladas de CO2 por ano sem custo de implementação, afirmam os técnicos. “Isso tudo pode representar para as empresas maior aproveitamento de seus equipamentos a um custo final significativamente menor”, completou Viviane. A palestra é gratuita e direcionada a profissionais da área de inovação, produção, marketing, sustentabilidade, empresários, gerentes, diretores e colaboradores. A região do Vale do Itajaí, onde está localizada Blumenau, é o segundo maior pólo têxtil do Brasil. Santa Catarina tem 7.241 empresas no setor, que empregam cerca de 280 mil trabalhadores.

O palestrante

Pedro Carlos Gomes é químico industrial, engenheiro mecânico e técnico têxtil, com 25 anos de experiência na Santista Têxtil, uma das mais importantes indústrias de tecidos do Brasil, com abrangência nas áreas de fiação, engomagem, tecelagem, preparação, alvejamento, tingimento, estamparia, espatulagem e acabamento final. Gomes também trabalhou durante 14 anos como técnico de aplicações da Ciba nas áreas de engomagem e acabamentos especiais. Nos últimos seis anos atuou como consultor técnico para a Ciba e Basf. Atualmente é consultor na área técnica de aplicações enzimáticas na Novozymes Latin America, localizada em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba.

Serviço: palestra “Enzimas na indústria têxtil: maior qualidade, menor custo e um mundo melhor”, com Pedro Carlos Gomes. Dia 12 de agosto, das 16 as 17h25 no auditório Seda, mezanino do Pavilhão C do Centro de Eventos Vila Germânica – PROEB, Blumenau – SC. Mais informações no site www.febratex.com.br, pelo e-mail fcem@fcem.com.br ou pelo telefone (51) 3338-0800.